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Conselho de ética decide hoje pedido de afastamento do Senador Chico Rodrigues

O parlamentar é um dos alvos da Operação Desvid-19

23 outubro 2020 - 07h00

O presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM-MT), deve decidir  até esta sexta-feira (23) se aceita a representação contra o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que pediu na segunda-feira (19) o desligamento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O congressista era um dos 15 titulares do Conselho, que recebeu uma representação contra Rodrigues por ter sido um dos alvos da Operação Desvid-19, da Polícia Federal (PF). A investigação envolve desvios de aproximadamente R$ 20 milhões em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. 

Chico Rodrigues também pediu dispensa da comissão mista que acompanha as ações do governo contra a covid-19. Rodrigues era membro suplente da comissão.

Representação 

O senador Chico Rodrigues era um dos vice-líderes do governo no Senado, função da qual foi afastado após a operação da PF. A representação foi protocolada pelos partidos Cidadania e Rede Sustentabilidade, pedindo a cassação do mandato do senador.

O parlamentar foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso por 90 dias. Pela decisão do ministro, caberá ao Senado dar a palavra final sobre o afastamento do parlamentar.

Na representação, os partidos argumentam ainda que há fortes indícios de envolvimento de Chico Rodrigues em supostas fraudes relacionadas à aquisição de kits de teste rápido para detecção de covid-19.

Na quarta-feira (14), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Desvid-19, para investigar desvios de aproximadamente R$ 20 milhões em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, que seriam destinados à Secretaria de Saúde de Roraima para o combate à pandemia de covid-19. Rodrigues foi um dos alvos da ação e, durante as buscas e apreensões em Boa Vista, os agentes encontraram dinheiro vivo em posse do parlamentar.

O presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (DEM-MT)  tem cinco dias úteis, que terminam na sexta-feira (23), de acordo com o Regimento Interno do Senado Federal. 

*Agência Câmara