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Estiagem mobiliza recursos para geração de energia e cooperativismo agrícola em SC

02 agosto 2021 - 20h00Por Priscila Carolina Dalagnol

A crise hídrica enfrentada no estado, devido à estiagem que afeta todo o Brasil, vem acelerando investimentos na geração de energia. Medidas de apoio ao setor também estão na pauta do governo catarinense. O segmento cooperativista agroindustrial é um dos que já pode contar com aporte financeiro para expansão e manutenção das atividades.  

Para auxiliar empresários catarinenses, preocupados com a produção agrícola no estado e a dependência hídrica, o governo de Santa Catarina liberou 40 milhões de reais para a construção da Central Geradora Hidrelétrica Barra da Europa, na divisa entre os municípios de União do Oeste e Pinhalzinho. 

O convênio, que terá a metade do valor, ou 20 milhões de reais financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, foi assinado com 75 acionistas do projeto e pretende ampliar a geração de energia na região Oeste do estado. Com 4,6 MegaWatts de potência instalada a nova estrutura deve iniciar suas operações até março de 2022. 

“Este é um entre inúmeros projetos de geração de energia renovável que estamos financiando no estado, em especial na região oeste. No ano passado o BRDE aportou mais de 90 milhões para implementação de pequenas centrais geradoras. Neste ano são 23 milhões já contratados, 96 milhões aprovados e mais cerca de 200 milhões em análise. Investimentos nesse tipo de projeto garantem que o estado melhore sua infraestrutura e isso dá mais segurança a quem investe aqui”, defende o diretor de acompanhamento e recuperação de crédito do BRDE, Marcelo Hendchen Dutra.

Ainda em agenda pelo oeste catarinense, a comitiva levou outra boa notícia a representantes agroindustriais. Um investimento de quase 200 milhões de reais em apoio ao setor. Dos quais quase 40 milhões, intermediados pelo BRDE, serão destinados para as cooperativas A1, Auriverde e Itaipu ampliarem a capacidade de armazenamento de grãos. 

Já outro projeto, de cerca de 400 milhões de reais, com um terço do valor financiado pelo BRDE, vai permitir à Aurora a ampliação de 150% no beneficiamento de carne de frango, com incremento financeiro direto na estrutura da cooperativa. 

“Estamos falando de projetos que aumentam a capacidade das nossas agroindústrias, seja ampliando a capacidade de beneficiamento e armazenagem de grãos, seja aumentando as linhas de beneficiamento de produtos. No ano passado o BRDE destinou um terço do crédito disponível para o setor agropecuário e as cooperativas ficaram com a maior parte desse recurso, algo em torno de 230 milhões de reais. Isso foi fundamental para que elas mantivessem a atividade no período mais agudo da pandemia. O setor de carnes, por exemplo, foi responsável por 70% das exportações catarinenses neste período, movimentando mais de 5 milhões de dólares no momento em que muitos setores da economia estavam parados em função do coronavírus”, resume o diretor financeiro do BRDE, Vladimir Arthur Fey.

As medidas coincidem com a estiagem que afeta boa parte do Brasil. Depois de um período de seca, as chuvas só voltaram no país no mês de maio e abaixo da média. O cenário levou a Agência Nacional de Energia Elétrica a classificar o período como desfavorável para a produção de eletricidade.  

A Aneel avalia a situação anualmente e tem visto uma repetição da escassez neste período. Especialistas alertam para a importância da diversificação das fontes de energia. Além das centrais hidrelétricas, fotovoltaica, eólica e de biomassa, por exemplo. Em Santa Catarina, o BRDE tem planos de financiamento nessas e outras frentes.