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Guga Kuerten, 20 anos do tricampeonato em Roland-Garros

Coração eternizado por Guga no saibro do Grand Slam francês é marca registrada da trajetória do ex-tenista

08 junho 2021 - 22h55Por Giovana Kindlein

 

Há 20 anos, no dia 10 de junho de 2001, o brasileiro, Gustavo Kuerten, conquistava o tricampeonato de tênis em Roland Garros. Após vencer o terceiro título, emocionado, o então tenista desenhou um coração no saibro do Grand Slam francês.

Com o coração e com a raquete, assim Guga relembra sua memorável trajetória no esporte. Na época, o catarinense de Florianópolis foi por 43 semanas o número 1 do ranking mundial.

O terceiro título do Grand Slam de Roland Garros veio com a vitória sobre o espanhol Alex Corretja. O jogo durou pesados quatro sets.

Possível pentacampeonato

Porém, confessa que poderia ter avançado mais na carreira e ter conquistado mais dois títulos em Roland Garros, caso a lesão no quadril não o tivesse tirado das quadras.

“Meu tênis estava brotando ali, estava só começando. Dá para dizer que seria normal conquistar cinco títulos de Roland Garros. Seria natural jogar mais cinco anos como favorito, com certeza”, afirmou Guga.

Segundo Guga, aquele foi um momento de extremo empenho, total dedicação e compromisso que trouxe essa consequência. “Eu só tenho a agradecer a vida, sem me lamentar de me ausentar das quadras".

Em 1997, aos 20 anos, Guga venceu o primeiro Grand Slam e se tornou o brasileiro mais jovem a conquistar um torneio da elite mundial na França.

Um dos admiradores de Guga é o tenista sérvio Novak Djokovic, que também chegou a ser número um do ranking mundial masculino. Ao todo, o ex-tenista catarinense conquistou 20 títulos em sua carreira.

 

Roland Garros hoje

Sobre a decisão de Roger Federer abandonar Roland Garros, após duas cirurgias no joelho e um ano de reabilitação, Guga acha que foi uma decisão muito sábia, apesar de considerar a escolha difícil. “É uma decisão dura para o jogador de 39 anos fazer esta escolha já que este torneio é considerado o maior do circuito mundial ".

Guga relembrou seus tempos no saibro, disse que não havia muito tempo para pensar e escolher. "Na nossa época, a gente ia a torto e a direito. Era como uma corrida de 100 metros, começou, vai correndo que nem maluco até o final, enquanto isso a gente se estropiou. Foi ficando um atrás do outro pelo caminho."