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ECONOMIA

Conab avalia que Brasil terá segunda maior safra de café de todos os tempos

Estimativa é de 61,6 milhões de sacas de 60 quilos

22 setembro 2020 - 13h30Por Martha Alves*

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) estima aumento de 25% na produção de café do país na safra 2020, em relação ao ano passado. Este ano, a previsão é de  61,63 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (22) pela Conab.

Segundo a companhia, esta será a segunda maior safra brasileira de todos os tempos, atrás apenas da colheita de 2018, quando a produção chegou a 61,7 milhões e a de arábica, a 47,5 milhões de sacas. A área total é estimada em 2,2 milhões de hectares.

O grande destaque desta safra é o café arábica que tem previsão de produção em 47,4 milhões de sacas. Em contrapartida, a produção de café conilon enfrentou condições climáticas desfavoráveis no Espírito Santo, durante a fase de floração da cultura, o que determinou a queda de 5,1% na produção nacional, prevista em 14,3 milhões de sacas.

Nesse caso, o crescimento será de 38,1% na comparação com 2019. A marca é próxima ao recorde de 47,5 milhões de sacas alcançado na bienalidade positiva anterior (2018). Neste ano, o clima foi favorável nas fases de floração e frutificação.

Produtores

Minas Gerais, o maior produtor de café do país, deve colher este ano 33,5 milhões de sacas, 36,3% a mais que no ano passado, sendo 99,1% de arábica e 0,9% de conilon. Para o Espírito Santo, maior produtor nacional de conillon, a estimativa é de 13,6 milhões de sacas, com aumento de 49,1% para o café arábica (4,5 milhões de sacas).

A previsão de colheita para São Paulo é de  6,2 milhões de sacas de arábica e para a Bahia, 4,1 milhões, com expansão de área em produção, áreas irrigadas e clima mais favorável.

Nos outros estados, como Rondônia, a previsão é de 2,4 milhões de sacas de conilon, enquanto no Paraná, de 937,6 mil sacas de arábica. Das lavouras do estado do Rio de Janeiro, devem sair 346 mil sacas de arábica; de Goiás, 240,5 mil sacas também de arábica e, de Mato Grosso, 158,4 mil sacas de conilon.

Queda nas exportações

O dólar em alta elevou os preços do café mesmo nesta safra de bienalidade positiva. Mas, segundo a Conab, as exportações estão ligeiramente menores que as do ano passado. 

Em agosto de 2020, o Brasil exportou 3,3 milhões de sacas de café, receita de R$ 2,1 bi. A marca representa uma queda de 3,3% em volume, mas aumento de 25% em reais em relação a agosto de 2019.

O total de café exportado de janeiro a agosto de 2020 foi de 26,4 milhões de sacas, volume 3,0% menor que no mesmo período de 2019. O cenário de preços elevados motivou o produtor a vender boa parte da safra antecipadamente.

*Com informações da Agência Brasil