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Salas de cinema aguardam autorização da Prefeitura para reabertura

Bruno Covas havia adiantado uma possível retomada em 20 de setembro

08 setembro 2020 - 12h36Por Jennifer Vargas*

A expectativa é grande para a retomada das atividades das salas de cinema, depois de meses de paralisação por causa da pandemia do Covid-19. Em entrevista coletiva na última semana, o prefeito Bruno Covas chegou a adiantar o dia 20 de setembro, como data em que a cidade possivelmente atingiria a fase 4 (verde) do plano de flexibilização econômica.

Diretor do Petra Belas Artes, André Sturm disse que as instalações estão prontas "desde julho", fazendo referência à primeira data divulgada pelas autoridades como possível reabertura, que acabou não acontecendo em função do número crescente de casos e óbitos pela doença na época.

"Nosso patrocínio garante o pagamento do aluguel do espaço, mas os salários são honrados com o dinheiro da bilheteria", lamentou o executivo, que contou ter tido que demitir dois funcionários da equipe. 

Agora com os indíces um pouco mais sob controle, acredita-se que a liberação deve mesmo acontecer. Vale lembrar que nos últimos dias, mesmo sem confirmar uma data de retorno, a Prefeitura já havia se adiantado e publicado quais serão as regras para a reabertura das salas.

Segurança

Apesar de todas as medidas, há controvérsias sobre as reais condições de segurança para a liberação. João Viola, presidente do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, reitera que o momento ainda não é para tranquilidade.

"Estamos com índice de infecção muito alta e já foi demonstrado recentemente que indivíduos infectados e assintomáticos têm uma capacidade de transmissão alta. Além disso, o uso de máscara leva a proteção, mas não é 100% segura - ainda mais em ambientes fechados como os cinemas."

Para o profissional, o distanciamento entre as cadeiras e espaçamento das sessões não são suficientes para evitar o contágio. "Mesmo os países que foram bem sucedidos na controle da infecção, como a Nova Zelândia, tiveram pequenos focos de segunda onda de infecção quando abriram as atividades, tendo que fazer novos fechamentos", completou.

*Com informações da AE