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Saúde

Navios seguem em quarentena no Paraná

Três embarcações de bandeiras estrangeiras estão cumprindo medidas de isolamento por causa de infecções por Covid-19

02 agosto 2021 - 20h31Por Lisa Lima

Autoridades de Saúde e Companhia dos Portos do Paraná continuam monitorando três navios que cumprem quarentena determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Tripulantes das embarcações testaram positivo para Covid-19 na semana passada e por isso os navios permanecem isolados na área de fundeio, em frente ao cais do Porto de Paranaguá.

De acordo com a Anvisa o período de quarentena é de 10 dias, até que recebam autorização para atracarem para concluir as operações. Depois desse prazo, a tripulação terá que fazer novos testes RT-PCR.

Os navios em quarentena são o MV Astakos, de bandeira maltesa, que descarregava fertilizantes. Ele chegou ao litoral paranaense no dia 25 de julho e entrou em quarentena no dia seguinte, dia 26. 

O outro navio é o Redhead, com bandeira de Antígua e Barbuda, que chegou para carregar açúcar no berço 201, desde o último dia 25, e também entrou em quarentena no dia 29 de julho.

O último navio de carga em quarentena é o Meghan Princess, com bandeira de Bangladesh, que carregava soja no berço 213, desde o dia 27 de julho, e entrou em quarentena no dia 29. Os tripulantes infectados desta embarcação foram os únicos que precisaram de intervenção médica.

A Portos do Paraná informou que os navios receberam autorização para atracarem porque não havia suspeita de casos de Covid-19 ou outra doença contagiosa.
Qualquer navio, para atracar, precisa de autorização da Anvisa, que verifica o estado de saúde da tripulação por meio da Declaração Marítima de Saúde atualizada. O documento é elaborado pelo comandante do navio, e deve ser apresentada pela agência marítima em até 48 horas antes da chegada da embarcação.

Se houver alguma suspeita de casos de doença contagiosa ou anormalidades em relação ao estado de saúde da tripulação, a Anvisa, em conjunto com a Portos do Paraná, coloca em ação um plano de contingência específica para cada situação.

Todos os navios precisam portar o Certificado Sanitário de Bordo, que tem validade de seis meses e deve ser mantido dentro do prazo. Esse documento certifica e atesta as condições gerais de saúde dos tripulantes, limpeza e desinfecção do navio, inexistência de pragas e as condições adequadas de manuseio e armazenamento dos alimentos a bordo. Sem esses dois documentos, nenhum navio atraca nos portos brasileiros.

Cuidados 

Os trabalhadores portuários de Paranaguá e Antonina já foram vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Os portos continuam cumprindo todos os protocolos e barreiras sanitárias instaladas desde março de 2020. 

Navios, os trabalhadores e prestadores de serviços só têm acesso ao cais depois que são verificadas a temperatura e são feitos os questionamentos sobre o estado geral de saúde. Há técnicos de enfermagem em plantão, 24 horas.

De acordo com boletim da Portos, a limpeza e desinfecção dos ambientes também continua sendo realizadas nas superfícies de acesso e atendimento público. Álcool em gel 70% e pias para a higienização das mãos estão à disposição dos trabalhadores que entram e saem do cais.