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O revivescer das esperanças monárquicas

Foi um movimento pujante, esperançoso, cheio de vida e com promessa de futuro que se ergueu. Desde então, não tem feito senão crescer e expandir-se, em todas as partes do nosso País.

23 abril 2021 - 08h00

O revivescer das esperanças monárquicas

Não é verdade que a monarquia seja um regime do passado, sem razão de ser no mundo atual. Nações ricas e poderosas como Inglaterra, Japão, Canadá, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Austrália, Dinamarca e Noruega são monarquias. Ninguém pensaria em chamar esses países de ultrapassados e fora de moda.

Prof. Dr. Armando Alexandre dos Santos

Quais os efeitos da derrubada da cláusula pétrea?

A Causa monárquica parecia para todo o sempre sepultada no Brasil.

Entretanto, bastou a Constituinte levantar a lápide mortuária que era a cláusula pétrea, e não foi um amontoado de ossos meio desfeitos em pó que apareceu.

Mas foi um movimento pujante, esperançoso, cheio de vida e com promessa de futuro que se ergueu.

Desde então, não tem feito senão crescer e expandir-se, em todas as partes do nosso País. 

Que possibilidades tinha a monarquia de sair vitoriosa no plebiscito de 1993?

Para responder a essa pergunta, nada melhor do que nos basearmos em estatísticas insuspeitas.

As pesquisas de opinião mais desfavoráveis vinham registrando uma preferência pela monarquia que oscilava de 21% em outubro de 1988 a 23% em setembro de 1992 – ou seja, praticamente entre 1/5 e 1/4 do eleitorado.

Se bem analisados esses resultados, veremos que eram muito animadores.

Em primeiro lugar, foram entrevistadas pessoas abordadas ao acaso, sem qualquer preparação, a maior parte das quais ainda não tendo sido atingida pela propaganda monárquica que deveria se intensificar muitíssimo nos meses anteriores ao plebiscito, pela utilização dos horários gratuitos de TV, conforme estabelecia a Constituição. 

Por outro lado, esses resultados se referiam ao total das pessoas entrevistadas, e nesse total ainda havia uma porcentagem muito considerável de indecisos e de pessoas que declararam não estar suficientemente informadas para opinar.

Ora, no plebiscito como em qualquer eleição, os votos nulos e em branco não são considerados para o cômputo final, mas apenas os válidos.

Se nas pesquisas em questão fossem consideradas somente as opiniões que equivaleriam, numa eleição, a votos válidos, isso de si já seria suficiente para fazer subir o percentual em favor da monarquia.

Em terceiro lugar, recorde-se que eram três as opções a serem apresentadas ao eleitorado no plebiscito; assim, a vitória poderia – teoricamente pelo menos – ser obtida por uma corrente que obtivesse pouco mais de um terço dos votos válidos, desde que obtivesse maioria relativa, não sendo necessária a maioria absoluta.

Outras pesquisas de opinião, porém, tinham chegado a resultados muito mais favoráveis à monarquia.

Assim, em julho de 1991 uma equipe da televisão inglesa BBC News constatou que numa favela carioca – a do Morro da Serrinha – mais de 2/3 dos moradores preferiam a monarquia.

E em agosto de 1992 a conceituada agência de publicidade Standard, Ogilvy & Mather divulgou os resultados que obteve numa pesquisa realizada em sete capitais. "A maioria das 800 pessoas entrevistadas durante os trabalhos de pesquisa – relatou a respeito um cotidiano paulista – demonstraram desejo de retorno aos velhos tempos. Tão antigos que chegaram a vibrar com a monarquia".

 As possibilidades de vitória eram muito consideráveis para a Causa monárquica, desde que pudéssemos ter disposto efetivamente dos meios de comunicação de massa, aos quais a Constituição nos dava direito. 

Nós, monarquistas, portanto não somos, graças a Deus, Quixotes lutando contra moinhos de vento.

Pelo contrário, somos homens realistas, com pés no chão, que à luz das experiências do passado formulamos uma proposta concreta para o Brasil de nossos dias: que ele reencontre o seu caminho histórico, rumo à grandeza que esperamos para ele no século XXI.

De qualquer forma, a república foi proclamada há mais de 100 anos, e isso representou, para a época, uma evolução. Retornar agora a um regime do passado, não seria um retrocesso?

Nem todo retrocesso é mau. Um doente que recupera a saúde de certa forma fez um retrocesso...

A escola evolucionista, que entendia a história como um processo contínuo e sem contramão, há muito saiu de moda.

Os historiadores das últimas décadas são mais propensos a admitir a História como uma sucessão de ciclos.

De fato, que foi a Renascença senão um retorno, ou pelo menos uma tentativa de retorno, aos padrões da Antiguidade clássica, extinta havia mais de um milênio?

E na época todos os "modernos" julgavam estar firmando um progresso... 

Os próprios republicanos brasileiros de 1889, e os seus inspiradores franceses de 100 anos antes, tomavam como modelo a república romana, extinta havia quase dois mil anos.

Por outro lado, não é verdade que a monarquia seja um regime do passado, sem razão de ser no mundo atual.

Nações ricas e poderosas como Inglaterra, Japão, Canadá, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Austrália, Dinamarca e Noruega são monarquias.

Ninguém pensaria em chamar esses países de ultrapassados e fora de moda.

Ora, a monarquia não só provou ter sido o melhor regime para o Brasil, mas ela é de si, como veremos, muito superior à república.

Retornando à forma de governo monárquica, o Brasil estará reencontrando seu caminho histórico.

E estará marchando a passos resolutos para a realização de sua missão histórica de âmbito mundial.

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Prof. Dr. Armando Alexandre dos Santos é Historiador, Doutor na área de Filosofia e Letras. Atualmente está fazendo pós-doutorado na Universidade de São Paulo. É membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e autor do livro: Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal.