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Coluna

O que você deve saber sobre a monarquia? Parte 4

A realidade republicana é um pesadelo. Já está na hora de o Brasil acordar!

22 fevereiro 2021 - 08h00

19. Ter simpatia pela Monarquia não é coisa de rico?
Ter simpatia pela Monarquia não é coisa de rico, nem de pobre. Monarquia é algo nacional, é algo que envolve o país inteiro, com todas as suas classes sociais. Recentemente a Rainha Elizabeth II da Inglaterra completou 60 anos de reinado, e o que se viu foram todas as classes sociais homenageando sua Soberana. E quando, nos meses anteriores ao plebiscito de 1993, foram realizadas pesquisas de opinião pública em favelas brasileiras, sempre estas manifestavam majoritariamente favoráveis à Monarquia.

20. Por que os membros das Casas Reais do mundo inteiro não se misturam com o povo?
São inúmeras as ocasiões em que os membros da realeza têm contato muito próximo com o povo: festividades, inaugurações, homenagens, visitas, viagens, audiências, recepções etc. No Brasil Imperial, qualquer brasileiro, por mais humilde que fosse, tinha acesso garantido ao Palácio e podia falar livremente com D. Pedro II. A atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II, quando jovem trabalhou ativamente, como enfermeira, tratando dos feridos na Segunda Guerra Mundial.

21. Um Rei fica no governo até o fim de sua vida. O povo não pode se cansar?
Transpondo a situação para uma família, o pai e mãe podem ser considerados de certa forma rei e rainha em seu lar. Poderia alguém imaginar um filho, neto ou bisneto cansado do convívio com eles? Pelo contrário, qualquer ocasião seria aproveitada para manifestarem consideração e carinho. Poucos reis ou rainhas tiveram reinado tão extenso – 60 anos – como o da atual soberana da Inglaterra, e nem por isso seus súditos ingleses deixaram de sair às ruas para aplaudi-la com entusiasmo. O mesmo aconteceu no Brasil durante o longo reinado de D. Pedro II.

22. Antigamente a Monarquia brasileira se identificou muito com a Igreja Católica. Se for restaurada, não irá perseguir as outras religiões?
É fato que a Família Imperial brasileira por tradição é católica apostólica e romana. Mas a Monarquia é uma instituição que tem admiradores em todas as religiões, e nos tempos atuais seria impensável um soberano perseguir adeptos de um culto que não é o seu. O Imperador Akihito, do Japão, é a mais alta autoridade da religião xintoísta e é tido como descendente direto da deusa Amaterasu, mas nem por isto persegue os milhares de brasileiros católicos que lá trabalham, ou os milhões de budistas que existem em seu país.

23. Não foi a Monarquia que começou a escravidão dos negros?
A escravidão é uma triste realidade milenar, e não foi a Monarquia que a criou. Dizem as Sagradas Escrituras que os judeus viveram séculos escravizados no Egito. Pelo costume antigo, todo povo que perdia uma guerra tornava- se escravo dos vencedores. É fato também que os negros que para cá vieram já eram escravos em seus países de origem, onde viviam em condições sub-humanas. Foram enviados não só para cá, mas para várias partes do mundo, como América do Norte e Central. Mas no Brasil era constante a preocupação dos monarcas pela libertação deles, que a fizeram gradualmente, passo a passo, num processo lento, mas seguro, até culminar na Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 1888, contrariando os interesses de muitos escravagistas. O que pouca gente sabe é que a Lei Áurea libertou somente 16% dos descendentes de escravos africanos trazidos para o Brasil. A realidade é que, em 1888, 84% dos afrodescendentes brasileiros já tinham sido libertados anteriormente, sobretudo graças às sucessivas leis emancipadoras e, também, à atuação das confrarias religiosas católicas que angariavam donativos para libertar escravos.

24. Tendo poderes, os soberanos não vão se enriquecer à custa do povo?
Os poderes dos soberanos de nosso tempo estão estritamente limitados pelas Constituições, assim como as dotações orçamentárias colocadas à sua disposição, para a manutenção e os gastos de representação das famílias reinantes. Além disso, o monarca atua como pai de seus súditos, e roubá-los seria lesar seus próprios filhos. Todo príncipe é preparado desde o berço para uma importante missão, fazendo parte de sua educação uma formação moral sólida. Muito diferente é o sistema republicano, no qual cada presidente eleito se julga dono do país e não presta contas efetivas de seus atos.