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O que você deve saber sobre a monarquia? Parte 2

A realidade republicana é um pesadelo. Já está na hora de o Brasil acordar!

07 abril 2021 - 08h00

7. O que os príncipes brasileiros estão fazendo para melhorar o país?
Atualmente os príncipes não estão no poder e não ocupam posições oficiais, sendo, portanto, bastante limitada sua capacidade de atuação. Mas procuram, em toda a medida do possível, atuar. Como? Por exemplo, alertando a opinião pública, em conferências em universidades, escolas, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais etc., sobre o fato de que existem forças, tanto interna como externamente, que querem prejudicar o Brasil e mantê-lo no atraso. Poderíamos ser uma verdadeira potência econômica, mas não é o que acontece. Além disso, visitam asilos, orfanatos e hospitais levando uma palavra de conforto aos desvalidos. Também dão entrevistas para os mais variados meios de comunicação, falando de temas atuais e históricos.

8. A Família Imperial recebe algum benefício do governo?
Não recebe nenhuma ajuda e, se oferecida, com certeza não aceitaria, porque prefere manter sua independência em relação a uma República imposta aos brasileiros. Foi ofertada a D. Pedro II uma quantidade enorme de ouro quando de sua deposição e ele rejeitou, alegando que aquele ouro tinha dono: o povo brasileiro. Viveu no exílio pobremente e chegou a passar necessidades, mas com a honra intacta e a consciência tranquila.

9. Se tivesse sido mantido o regime monárquico o Brasil seria mais rico?
Sem a menor dúvida, seria um país do Primeiro Mundo, ombreando com os Estados Unidos, a Inglaterra, o Japão etc. Isso porque os Soberanos têm visão de longo alcance, tratam dos assuntos nacionais visando as gerações futuras e não as próximas eleições.

10. O país seria menos corrupto se houvesse Monarquia? Por quê?
A Monarquia não pretende ser uma panaceia que cura milagrosamente todos os males, mas é certo que ela cria as condições para sanar ou pelo menos minorar muitos deles, entre os quais a corrupção. Primeiro, porque a forma de governo monárquica traz consigo uma influência altamente positiva sobre o andamento dos negócios públicos sejam eles políticos, econômicos ou sociais. Depois, porque o Monarca paira acima dos interesses políticos ou privados de qualquer ordem, e seu interesse pessoal se confunde inteiramente com os da Nação. Ele pode, assim, exercer sobre a política e a administração pública uma ação moralizadora ao mesmo tempo firme e serena, de modo a corrigir e colocar nos eixos o que deve ser corrigido e ordenado. Na República, para chegar aos mais altos cargos, o político tem literalmente que comprar o apoio dos amigos e até inimigos, caso contrário cai em desgraça e não consegue governar. Basta lembrar os tristemente famosos “mensalão” e “petrolão”... O papel moralizador das monarquias é algo facilmente observável nos países monárquicos. No Brasil, D. Pedro II foi o grande fiscalizador da honestidade pública, como destacou o escritor Monteiro Lobato.

11. Os monarquistas dizem que o Império trouxe muitos benefícios ao país. Quais foram esses benefícios?
Quando D. João VI aportou no Brasil, em 1808, com a Família Real portuguesa, já vinha com a ideia de transformar o país num grande Império. Uma de suas primeiras medidas foi abrir nossos portos às nações amigas; logo mais, criou instituições políticas, administrativas, judiciais, educativas e militares necessárias para o desempenho da nação. Fundou a Casa da Moeda, o Banco do Brasil, escolas de vários tipos. Preparou convenientemente o Brasil para dar, em 1822, o grande salto da sua Independência. Em 1824, foi promulgada a Constituição do Império, a melhor que já tivemos, que permitiu, sobretudo durante o reinado de D. Pedro II, o mais longo período de estabilidade constitucional de nossa história, possibilitando, assim, uma fase de autêntico e constante progresso. Nesse período, o Brasil teve uma moeda estável e forte, possuiu a segunda Marinha de Guerra do mundo, estabeleceu os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras nações a instalar linhas telefônicas e a segunda a ter o selo postal, implantou enorme rede de comunicações ferroviárias e rodoviárias, ligou-se à Europa pelo cabo telegráfico, teve grande impulso nas ciências, nas letras e nas artes. A República interrompeu todo esse progresso e afundou o país no subdesenvolvimento, do qual até hoje não conseguimos sair.

12. A República não trouxe também benefícios?
Mal proclamada a República, um dos primeiros atos do governo foi duplicar o salário do Presidente em relação ao que recebia o Imperador. O ideal da classe política instalada no poder com a República não foi, como era no Império, o de servir a Nação, mas servir-se dela. Nos 125 anos de República, tivemos 7 presidentes depostos, 2 que renunciaram, 2 que não tomaram posse, 1 que assumiu pela força, 2 juntas militares, 5 presidentes interinos, 5 em regime de exceção e 1 impedido de tomar posse. No mesmo período tivemos oito moedas e a inflação atingiu os estratosféricos 1.400.000.000.000%, enquanto nos 67 anos de Império foi de apenas 1,58% ao ano. Algum progresso material certamente houve desde 1889, mas podemos tranquilamente dizer que ele se deve mais ao empreendedorismo e perseverança do povo brasileiro do que à administração governamental.