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O Importante é Aquilo em que Você Tem Fé

19 abril 2021 - 20h19

Seria a nossa vida um acidente sem propósito? Somos vermes do pó ou filhos e filhas de Deus? Estaríamos aqui apenas a passeio? Ou existe uma proposta definida e específica para a nossa vida? Você, meu caro leitor, acredita em Deus? E em que tipo de Deus você acredita? São esses tipos de perguntas e questionamentos que fizemos no passado e nos fazemos nos tempos atuais. Tempos de provas. Tempos de pandemia. Tempos de flagelo, irrupção e surto. Tempos de resignificar.

Vivemos uma época muito parecida com a época das perseguições do Cristianismo puro e simples, tempos nos quais o mestre Cristo Jesus caminhava entre pessoas simples desde a Galileia a Judeia e pregava ao lado de homens e mulheres valorosos, santos e pecadores, que viriam a ser os seus apóstolos e discipúlos ao longo dos séculos. Seres espirituais com um propósito divino. Antes criaturas "cegas" que passariam então a enxergar. Homens e mulheres vindos do barro, mas com a luz da verdade, com fé e desejo da providência divina. Naqueles tempos, as parábolas do Príncipe da Paz já surtiam efeitos em poucos, em muitos, em multidões. Fora Jesus amado e odiado pelos seus ensinamentos, pela sua herança divina, pelo seu legado.

E como testificado em João 9 1-25, "havendo eu sido cego, agora vejo."

Em tempos de Covid 19, o vírus do dragão para uns, o vírus da benevolência para outros, o quanto estamos realmente vendo? O mundo abriu as portas para uma análise mais profunda do homem na direção de si mesmo. E aqui nessa estação espiritual, nos fez refletir, avaliar, questionar, resignificar: Qual o desejo sincero da minha alma? O que realmente me é caro ao coração? Que sonhos, verdades, valores, princípios motivam a minha vida? O que me faz divinamente humano e humanamente divino?

Neste ponto singular da estação do espírito testamos a nossa fé, a nossa crença no evangelho, testamos a nossa realização na ponte da vida que nos conecta do presente ao futuro e por ela caminhamos pela fé. Vivemos pela fé de dias melhores. Acreditamos em tempos mais felizes que exigem o enfrentamento honesto e corajoso da época atual, sim um passo adiante. E aqui me pergunto, caro leitor: O que queremos que seja verdadeiro na nossa vida? Em que depositamos a nossa fé em tempos de pandemia? Que realidade mais alta conseguimos alçancar? O que sabemos ser verdade que nossos olhos ainda não podem ver? 

Da mesma forma que brilha o sol, a cergueira um dia terá o seu fim. E finalmente diremos: "eu era cego e agora vejo". Por baixo do envisivel lá encontraremos os braços e abraços do Príncipe da Paz a nos ajudar, a nos curar. E até mesmo diremos: "Senhor, ajuda-me na minha incredulidade". Pois como vivemos nos tempos atuais, tempos de resignificar, mostramos ao nós mesmos e aos demais no que realmente temos fé. Que possamos aproveitar essa pandemia para mudar o que pensamos e sentimos. 

Evangelho de João 9 1-25:

Enquanto Jesus caminhava, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: — Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele? Jesus respondeu: — Nem ele pecou, nem os pais dele; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus. É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Depois de dizer isso, Jesus cuspiu na terra, fez lama com a saliva e com a lama untou os olhos do cego. Então disse ao cego: — Vá lavar-se no tanque de Siloé. Siloé quer dizer “Enviado”. O cego foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos e os que antes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: — Não é este o que ficava sentado pedindo esmolas? Uns diziam: — É ele. Outros: — Não, mas se parece com ele. O homem dizia: — Sou eu. Então lhe perguntaram: — Como foram abertos os seus olhos? Ele respondeu: — O homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse: “Vá ao tanque de Siloé e lave-se.” Então fui, lavei-me e estou vendo. Eles perguntaram: — Onde está ele? Respondeu: — Não sei. Levaram aos fariseus aquele que antes era cego. E era sábado o dia em que Jesus fez a lama e lhe abriu os olhos. Então os fariseus lhe perguntaram outra vez como podia ver. Ele respondeu: — Ele pôs lama sobre os meus olhos, lavei-me e estou vendo. Por isso, alguns dos fariseus diziam: — Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado. Mas outros diziam: — Como pode um homem pecador fazer sinais como estes? E houve divisão entre eles. De novo perguntaram ao cego: — O que você diz a respeito dele, uma vez que lhe abriu os olhos? Ele respondeu: — É um profeta. Os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que agora podia ver, enquanto não chamaram os pais dele e lhes perguntaram: — É este o filho de vocês, que vocês dizem que nasceu cego? Como é que agora ele está vendo? Então os pais responderam: — Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego, mas não sabemos como agora está vendo. E também não sabemos quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele, pois já tem idade e poderá falar por si mesmo. Os pais dele disseram isso porque estavam com medo dos judeus, pois estes já tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga. Foi por isso que os pais dele disseram: “Ele já tem idade e poderá falar por si mesmo.” Então chamaram, pela segunda vez, o homem que tinha sido cego e lhe disseram: — Diga a verdade diante de Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Ele respondeu: — Se é pecador, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.