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Coluna

Nordeste da Peste

Contra o embrutecimento, o amor. A poesia brota do chão.

25 agosto 2021 - 12h51

Nordeste da Peste

Robinson Daniel

Negociações e tentativas.

Demonstrar a viabilidade tecnológica de um empreendimento que pode mudar uma vez por todas o curso de História. Sobretudo a História do Brasil.

Estar diante de tamanho desafio é quase, digamos, inacreditável. Tentar convencer os mandatários de que isso pode mudar para sempre - e para melhor - a vida de milhões de brasileiros que sofrem desde há muito pela já famosa e mal comabatida "Seca Do Nordeste". Já tem até nome próprio para ela...

Entre tantos percalços e uma quantidade quase infinita de ações para - quem sabe um dia? - convencer que é possível RESOLVER tamanho desafio, o Dr. Paulo Xavier ainda encontra, em meio a tudo isso, não perder a sensibilidade. Não permitindo que a brutalidade do embate político e tecnológico lhe tire a esperança, a fineza e, por que não, a pureza de espírito.

Recebi dele mesmo, confesso ele até estava envergonhado, um pequeno poema brotado da terra, que entregou pessoalmente ao Sr. Presidente Jair Bolsonaro. Mais que uma lista de palavras bonitas, é como que um grito. Sim, um grito, porque agora não se tratam de promessas. As tais famosas e intermináveis promessas do fim da Seca Do Nordeste: agora, temos apenas que tomar uma decisão. Tecnologia e experiência, já se tem de sobra. Por isso, esse rabisco em forma de uma pequena poesia, calou fundo dentro de mim. espero tenha tido o mesmo efeito no coração de nosso Presidente.

Compartilho com todos vocês. Mais do que o talento que lhe é nato, estas palavras demonstram que, quando se tem a oportunidade nas mãos, fica mal deixá-la passar, assim, por tão pouca coisa.

NORDESTE DA PESTE

Eita, Nordeste da peste,

Mesmo com toda seca

Abandono e solidão,

Talvez pouca gente perceba

Que teu mapa aproximado

Tem forma de coração.

                                                                                                                                                                                

Caminhando pelas terras nordestinas

Deparei-me muitas vezes

com a lindeza de um chão

que transmite a luta de quem há muito

desfaz das suas fragilidades

geo-intrínsecas pela ausência,

muitas vezes, de uma única gota d'água...

Por isso água, para um chão que só conhece

as lágrimas do povo do sertão,

não só é motivo de oração

mas também de quem sonha

livrar-se da cultura de que, no sertão

o útero da terra carrega, nada além de sequidão;

A terra seca clama pela acuidade

de quem com bastão carrega na mão

o poder de acudir um povo que há anos

sonhava com a transposição.

 

Paulo Xavier,  paulista, “fi di baiano”

carrego o sonho do povo do sertão,

tenho na cabeça um plano

e uma proposta na mão!

No meu coração, que pra mim o coração

que vive sem atenção

não sabe a importância

de quem lá na terra seca

vive sonhando com pão.

As minhas oração,

desde essa percepção,

a Deus pelo nordeste  são!

O que pelo pai, pela mãe, (pelas famílias nordestinas)

apela pela execução, do que todos já sabemos,

hoje é  transformação

de uma terra seca que há anos

chora pela justa retribuição.

Diz a escritura sagrada

num rompante de emoção

“Porque há esperança para a árvore que,

se for cortada, ainda se renovará,

e não cessarão os seus renovos.

Ao cheiro das águas brotará”.

 

Água e esperança, podemos desejar,

Um Messias benfazejo, as fará realizar.

Porque pode se quiser

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O que nos deu o Divino

Esse povo abençoar.